terça-feira, 8 de junho de 2010

Dor é tudo que você é. É a felicidade metamorfoseada, é o sorriso oculto, o despertar que aconteceu antes da hora, ou tarde demais. Dor é aquilo que você lembra, é sua infância, a nostalgia que sufoca, a saudade que prende, dor é a perda irrecuperável e inesquecível, é a solidão que transborda, é os pedaços de si mesmo que você teve que juntar e colar de novo, dor é a imensidão do vácuo, a voz do silêncio que machuca mais do que mil gritos escancarados, dor é senbilidade que aparece desiludida, é o que apenas você sabe. É o buraco que ficou naquelas fotos antigas, é os rabiscos na parede, o tombo que deixou cicatrizes, a realização de um desejo que acabou tendo sabor amargo, é a indiferença. Dor, é mais do que é possível traduzir, mais do que os outros podem ver, ou as pessoas podem entender. Dor é tão fácil de se esconder, tão fácil de se sentir, tão difícil de afastar. Dor é você só, é o momento em que a máscara já está caída no chão, é os sonhos despedaçados, é a completa ausência de esperança, é o resultado da falta de fé. Dor é você longe das aparências, na sua camada mais funda, onde é impossível tocar a superfície e a hipocrisia tão falsa e impotente que nela está marcada.

MF.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Fuck you, darling.



Ah, você está fingindo? Tudo bem querida(o), eu estava o tempo todo, bem antes de você :)

Ah, e também não se esqueça que quanto maior o salto, maior a queda Ý. Basicamente. Eu só vou sentar aqui e deliciar-me com a sua queda, lenta e dolorosa. Assim como você fez com a minha, mas por trás das paredes. Finalmente, viu o que nos diferencia? Eu não preciso me esconder pra viver, ao contrário de você, se é que viver numa mentira pode ser considerado vida, mas tudo bem, deixa que eu relevo; no final quem vai bater com a cara no chão vai ser você, que manipolou tantas pessoas achando que elas não tinham cérebro: Só se esqueceu que elas também tem coração, e num mundo como esse a sede de vingaça, infelizmente, é maior que a sede de compaixão.


MF.

i_i


Saudade é o mais forte sentimento de todos, mais do que ódio, o amor, ou até mesmo a indiferença. Porque se você odeia, é porque você já amou, e, se você está indiferente, então já passou pelas duas coisas. Mas pra ter saudade você não precisa de amor, nem de ódio, nem de indiferença.
Você só precisa de alma.


MF.

domingo, 30 de maio de 2010

Suicídio


Subi as escadas correndo, tropeçando nos degrais, que eram compridos demais para meus passos demasiadamente curtos. Cambaleei pelo corredor, quicando nas paredes como se alguém me puxasse com uma corda, e depois soltasse.
Um, dois.
Puxa, solta.
Ardia por mim inteira.
Abri a porta, e meus olhos levaram umas fração de segundos para se acustumar com o ambiente de luz forte. A mente vagava por entre os móveis e os objetos que abrigavam, num rompante, a aflição amargando minha boca.
Deja vu. Aquilo tinha sido meu. As roupas, quantas vezes as tinha vestido? As folhas, quantas letras nelas havia escrito? E as paredes, quanta dor haviam prendido? E o travesseiro, quanto sal já tinha absorvido?
E eu. Quanto tempo ali havia perdido.
Por fim, a dor que pulava de um lado para o outro, borbulhando, estabilizou-se. A bolinha de gude não batia no assoalho, ela estava apenas esquecida num canto qualquer. Meus joelhos cederam, e o fel se repartiu por todo o corpo, até formarem pedaços iguais de um todo-referência.
As mãos procuravam, incessantemente, um ombro a que se apoiarem. E deixei que o anel pendesse e caísse, levantando fagulhas de poeira ao passar pelo ar.
Estava frio. Pela janela era possível observar milhões de luzes. Movimento. Barulho. Vida.
Anestesiou um pouco cogitar que talvez, se algum Deus ainda pudesse ter sido criado, houvesse esperança em algum lugar quente.
Ventava muito. E estava escuro, tão escuro. A luz forte da lâmpada já não tinha efeito nas trevas. Deixei que as sombras transbordassempara fora de mim, e, fortes, quebrassem as paredes.
A escuridão envolvia uma pequena navalha. Na luz, era apenas um objeto que outrora servira para construir círculos num papel. Ali, no escuro gigante e implacável, era um amigo que me estendia a mão.
"Venha", dizia ele. " Vou te levar para longe. Lá é quente e bom, e nunca chove. Sabe as lembranças? Você poderia morar nelas para sempre. Os dias nunca acabariam. Não existe noite lá. Basta apertar minha mão".
Enquanto o amigo se aproximava do meu pulso, observei as marcas de dores menores, que haviam ali sido gravadas. Cicatrizes absurdas.
Ouvi o doce som que a música do outro lado tinha, e as lembranças. Aqueles que amava rodopiavam em minha mente, felizes. "Estou indo!", gritei, exasperada. "Vamos ficar juntos para sempre e sempre e sempre e sempre."
O perfume da morte, agourento e frio, fez com que eu me lembrasse de tudo. E enquanto assistia as memórias se embaçarem, o sangue que pingava no tapete ganhava foco.

Eu tinha, afinal, apertado as mãos de meu amigo.

MF.

sexta-feira, 28 de maio de 2010



Enquanto existe, é bom. Enquanto é forte. Enquanto é sol.
Enquanto chove, parece apodrecer.
Um pouquinho de água faz enferrujar.

Eu só queria um abraço, pra me confortar, e dizer que as coisas vão mudar, mudar pra melhor, e que tudo vai terminar bem. Terminar. Porque eu não quero ter que começar tudo de novo. A dor é pior na segunda queda?
Ou seria o medo de cair que faz com que doa mais? Ou mesmo que seja problema seu, e de mais ninguém, que uma ferida arda depois do que pareceria um tempo adequado?
Pra falar bem a verdade, se não fosse uma porcaria chamada esperança, tudo estaria terminado tão rapidamente que nem haveria tempo para sentir dor. Afinal, a dor só vem quando você toma consciência.
E eu não acabaria comigo conscientemente.

MF.

sábado, 22 de maio de 2010


Não consigo dizer se é bom ou mau,
assim como o ar me parece vital.
Onde quer que eu vá, o que quer que eu faça
Sem você, não tem graça.














MF.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Inconstante.


Segredos nunca morrem, apenas adormecem.
Cuidado pra não gritar com a pessoa errada, segredos tem sono leve.


MF.


Já percebeu o quanto somos insaciáveis? O que você queria tanto a um tempo atrás, agora pode não parecer mais tão interessante assim. Eu queria você. Eu preciso de você, mas disso eu não tenho dúvidas hoje. Você sempre foi o número 1 da minha lista de desejos. É agora e sempre será. Mas você não vê? Você não vê o quanto dói suas atitudes burras e sem pensar? Será possível que você se importe tão pouco comigo assim?
Ás vezes eu queria ser forte, só um pouco, pra poder largar mão totalmente de você. Afinal, quantas chances mais eu vou te dar? Nos dar? Eu tenho medo que você me machuque de novo e de novo, um circulo vicioso, que não acaba, e eu sei que você está me machucou novamente. E eu suporto tudo isso. Porque por mais insano que tudo isso seja, é o que me faz feliz. E u posso estar chorando, sofrendo, sangrando, morrendo. Não importa, contanto que eu esteja com você.
Quando alguém está te matando, ou te fazendo mal, a sua vontade é de matá-la também, de odiá-la, certo?
Mas quando se ama aquele que vai matá-la, não restam alternativas. Como se pode correr, como se pode lutar, quando essa atitude magoaria o amado? Se sua vida é tudo que você tem para dar a quem você ama, como não dá-la?
Quando ele é alguém que você ama de verdade.
É assim que eu me sinto em relação a você. Eu te amo, mas não quero amar. Eu preciso de você, mas não quero precisar. O que fazer quando tudo que você precisa, é exatamente o que você não pode ter? Não, eu não posso ter você do jeito que eu quero. Egoísmo? Não, não é egoísmo. Eu não quero você por inteiro, nem todo o seu amor. Só uma parte dele, uma parte ao menos significante dele. Mas parece que eu nunca vou ter. Porque mesmo que você me diga todas as coisas bonitinhas em frente a uma tela de vidro, estúpida, você nunca teve coragem de me encarar nos olhos e dizer que me ama. Será que o seu amor é uma coisa assim tão fácil de se perder? Você não me dá o mínimo valor, isso é fato. Será que eu sou tão burra assim, de não perceber? Sabe, eu não vou estar aqui pra sempre, espero que você esteja ciente disso. Por maior que seja o meu amor por você, meu amor próprio não foi esquecido.
Eu posso estar com você, sim, quando você precisar. Mas não dessa forma, não totalmente entregue às minhas emoções.
Vou estar te amando, por mais doído que isso seja pra nós dois. Mas não pra sempre. Porque nada é. Mas não é disso que eu quero falar.
Quero dizer que eu te odeio. É, eu te odeio. É um ódio diferente, um ódio apaixonado. Mas eu não te odeio sempre, só de vez em quando, quando você me magoa. Isso é odiar, certo? Não, errado. É te amar tanto a ponto de não poder descrever em um só sentimento, o amor.
E por enquanto, só por enquanto, enquanto eu não encontrar forças pra te dizer tudo o que eu quero, e preciso, quero que você saiba que eu vou estar aqui, mas não pra sempre.
Mas simplesmente por perto, te amando e te odiando.
Por Lígia Cavini

quarta-feira, 12 de maio de 2010


Sabe quando a sua vida ta dando errado? Mas tão errado que você nem quer mais saber como melhorá-la, deixa o destino resolver por você, não importa o que ele decida. Que você já lutou tanto, mas tanto que nem tem mais força, ou vontade de lutar mais? O que quer que aconteça, você nem liga mais. E daí? O que me anima? Nada está tão ruim que não possa piorar mais ainda. E se piorar? Nem ligo.
Desanimar? Você diz que não, mas já desanimou faz tempo. Sorrir? Você sorri só pra sua tristeza não contaminar as pessoas a sua volta, que te amam. Quem te odeia? Ta bom, logo eu mesma vou me odiar também. E o amor? O amor não ajuda a levantar, a ver a vida de um jeito melhor, a pessoa que você ama não ilumina sua vida? Mas e quando ela está te derrubando também, nem ligando se você ta bem ou não? Nem falando com você, te animando. Se ela ainda te ama? Você nem quer saber, problema é dela. Os seus amigos? Eles te amam, sim. Mas e quando estão sofrendo com você, indo embora?
É fácil parecer forte, não é? Foi fácil escrever tudo isso. Mas não é fácil ler de novo e perceber que é verdade.
É aquela sensação de vazio que parece que nada pode preencher. E o pior é que você realmente não liga pra isso. Você não corre atrás da felicidade, porque ela parece distante demais, boa demais pra se tornar real. Eu não estou desistindo, nem tentando loucamente. Estou apenas viva, e acho que isso basta. Não é nenhuma vitória, mas também não é um total fracasso. Eu ainda estou de pé. O fundo do poço ainda não chegou, dá pra afundar um pouquinho mais. Quem sabe no chão tenha uma mola? Que me empurre pra cima quando eu cair totalmente? Essa mola pode ser um acontecimento, uma pessoa, ou quem sabe apenas eu, eu mesma, recolhendo meus pedacinhos e colando pacientemente.
Mas por enquanto tudo isso ainda é um sonho, uma realidade distante que eu fico esperando. E enquanto ela não chega? Foda-se!
Por Lígia Cavini

segunda-feira, 19 de abril de 2010


Depois da tempestade sempre vem o arco íris. Sempre. Pode chover por meses, meses e meses, mas de vez em quando o sol nasce, bem fraquinho, e vai aumentando, até que seja uma chama capaz de te esquentar, e te fazer bem. As vezes a gente fica tanto tempo na chuva que até esquece como é ser esquentado por um sol, um sol de verdade. E as vezes, quando a tempestade anda muito forte, não é só nossos dedos que enrugam, mas as coisas boas que haviam dentro de nós também. Então se estiver chovendo aí, pegue um casaco, convide um amigo pra segurar o guarda-chuva com você. Se está frio, abrace alguém, alguém que te faz ser uma pessoa melhor, e se esquente. Se está nublado, abra a janela, e veja como e de quantas maneiras as coisas poderiam ser piores. E se está sol, esqueça a chuva, só por um momento. Curta. Mas enquanto chover nunca se esqueça que o sol está lá, basta abrir a janela, dar uma chance a si mesmo de jogar de novo e tentar acertar dessa vez.
A esperança é a última que morre. Mas, caso você chegue a morrer antes dela, bem, então se lembre de que uma gotinha no lugar errado pode impedir um arco íris de despontar no horizonte.

E comece a viver de novo.

MF.

sábado, 17 de abril de 2010



Sábado, 20:51. Frio, mas não muito. Está fresco, uma brisa gostosa, um ar gelado. Limpo. Meio irônico, comparado ao que se passa dentro de mim. Me sinto abafada, presa em coisas que devo esquecer. Assim como devo continuar vivendo. Levando. Mas isso tem um grau de dificuldade meio inesperado; na maioria das vezes sempre estive certa de tudo. Tudo bem, eram certezas falsas, mas faziam com que fosse mais fácil ir "levando". Quanta hipocrisia. Viver é uma hipocrisia. (...) Me dói também ficar aqui sentada, esperando que algum milagre digno de comoção humana (hipocrisia) aconteça. E não vai acontecer, claro, claro. Posso ouvir carros passando nas ruas. Posso imaginar as pessoas dentro deles, discutindo futilidades, julgando-se ocupadas e resitadas, tão importantes! (ironia) Ouço músicas distantes. Fecho os olhos, e posso me imaginar em lugares bons. Lugares alegres, com risadas, bebidas, ou outra merda(desculpe o termo) qualquer. Mas então me sinto suja novamente- eu poderia estar em qualquer lugar do mundo e ainda assim não deixaria de ser eu mesma. E isso estraga tudo.

MF.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

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Sabe, não sei se isso é coisa minha, ou da raça humana em geral, mas eu tenho essa coisa de ser duas coisas ao mesmo tempo. Eu posso ser boa e ruim pra alguém, amar chocolate e odiar, enfim, eu posso ter dois lados, assim como todas as pessoas. Mas acho que nada nunca terá tantos lado como você tem pra mim. Quando eu estou triste, eu lembro do seu abraço, das vezes em que você me olhou nos olhos e sorriu. Eu lembro daqueles fins de tarde, das mãos entrelaçadas, eu lembro de suas palavras, aquelas que eram inocentes e não chegaram a me machucar dolorasamente. Quando eu estou triste, eu apenas tento me lembrar de você, por inteiro, e tento fazer com que as coisas voltem ao normal novamente.
E quando eu estou feliz, então eu tento multiplicar essa felicidade. Só tento. Porque nunca, nunca obtenho resultados duradouros. Por exemplo, se está tudo certo, se fiz as pazes com alguém querido, ou apenas quando abri a janela de manhã e o sol bateu no meu rosto e aquilo me fez bem, eu me lembro de seu rosto, e a felicidade é sugada de mim como um vento que para de bater de repente. Eu lembro da sua boca pronunciando aquelas palavras, eu lembro delas terem me atingido como um soco, e de eu ter perdido o ar por causa delas por alguns instante. E, quando recobrei a consciência, eu me lembro de ter doído. De ter me machucado.
Então eu me lembro das coisas boas novamentes, das risadas, dos fim de semana, das piadas, dos filmes, das comidas, do carinho, dos afagos, dos beijos, do seu cheiro na minha blusa, do arrepio que me percorria quando você me tocava. Eu me lembro de quando nós ficamos parados, imóveis, minutos e minutos, apenas querendo que alquele momento se congelasse e nada mais precisasse ser dito.
Então eu me lembro do que veio depois, e não sei mais do que eu devo me lembrar. Devo esquecer as boas, para que as ruins não doam tanto? Ou lembro delas e esqueço a dor, mesmo que isso seja a ilusão mais hipócrita possível?
Não sei, e não espero encontrar uma resposta tão facilmente. Apenas tenho certeza que o único sentimento seguro que posso nutrir por você, sem me arrepender depois, e cujo resultado seria apenas uma pontinha de dor, é gratidão.
Obrigada pelas memórias.

MF.



segunda-feira, 12 de abril de 2010


E por vezes eu me pergunto como uma coisa pode ser boa e ruim ao mesmo tempo, como as pessoas podem ser tão belas e tão monstruosas, e como uma só situação pode ter milhares de faces. Por vezes eu me pergunto de que adianta viver se tudo que você levou uma uma vida para construir pode desmoronar em menos de um segundo, e por vezes eu me pergunto o porque de você parecer não se importar por meses a fio, e, em um dia que parece acontecer o contrário, meus conceitos mudarem com tamanha rapidez.

Mas, antes de tudo, eu me pergunto
como um silêncio
pode doer mais do que mil punhais, e ser quebrado em pedaços não parece ser uma comparação à altura disso tudo.

MF.

sábado, 10 de abril de 2010




Eu já cansei. Cansei de você. Do seu não-importismo comigo, das suas mentiras. Cansei de chorar por você. Você me machucou, de um jeito que eu nunca pensei que fosse me machucar.

Você me fazia bem. Era meu motivo pra sorrir, minha certeza de todos os dias. Era meu porto seguro, em quem eu mais confiava. Meu namorado, meu melhor amigo. Você era tudo. Todos os dias que passamos juntos, nossa, não tem como descrever. Seu sorriso, seu olhar apaixonado, seus beijos e seu abraço apertado. Era tudo que eu mais precisava, e é tudo que eu preciso agora. Eu estava nas alturas, você me dava asas pra voar, pra ir cada vez mais alto, porque eu sabia que você estaria lá embaixo pra me segurar, se eu caísse. Mas você não estava. Você me derrubou e me deixou cair, suas palavras me feriram e me mataram por dentro. Foram dias sem sorrir, sem dar risada. Sem viver. Eu estava com uma ferida aberta, sangrando. Por você.

Ver você sem mim, apenas você, com seu jeito encantador, deixando apaixonada qualquer garota iludida, era como sentir uma faca enferrujada, entrando na minha ferida cada vez mais forte. Mas você estava bem. Você está bem. Você sorri, e nem liga pra mim. Aos poucos, eu fui aprendendo a viver sem você. Mas em mim ainda estavam as lembranças. O seu cheiro, sua voz, nossas conversas. Nós dois. Ouvindo as músicas que nos pertencia eu me sentia bem, mesmo derramando lágrimas. Eu precisava me machucar pra estar feliz. Eu precisava estar morrendo pra me sentir viva.

Mas quando você disse que queria voltar, e começar tudo de novo, nos dar outra chance? Meu Deus, eu me sentia como se alguém tivesse me ressuscitado. Meu coração voltou a bater, bater por você. Eu estava louca. Depositei em você toda minha felicidade, todo o meu amor. A minha dor estava esquecida, você a curara de vez. Eu achei que tudo ia ficar como era antes, era um sonho, não podia ser real!

E não era.

Mais uma vez, você me machucou. Abriu com um canivete meu machucado, agora mais profundo. Você mentiu pra mim. Eu não tinha mais vontade de acordar a cada manhã, nem queria ter pensamentos antes de dormir. Mas eu tinha e eles caminhavam direto pra você.

Eu queria entender o porque de você ter feito isso. E não conseguia.

Será que você não via que eu estava tentando seguir em frente?

Começou tudo de novo. Todo o processo de cura estava aberto novamente. Eu ia ter que me cicatrizar de novo. É o que eu estou fazendo. Mas a necessidade que eu sinto de ver você, de conversar com você e de amar você não é uma coisa que eu possa ignorar. Eu tenho apenas que conviver com ela, tentando esconder ao máximo.

Voltar pra você? Não, eu não vou.

Porque você não vai mudar. Esse seu jeito de me magoar vai continuar por muito tempo, eu sei. Você não muda. E eu te amo demais pra tentar mudar quem você é. Mas me amo o suficiente pra ficar com o que você é.

Ver você? Não me mata mais. Apenas dói, um pouco quando vejo você dizendo pra outra exatamente o mesmo que dizia pra mim. Eu ouço as pessoas dizerem seu nome e falarem sobre você e isso ainda me chama atenção, e me faz sorrir.

O tempo passa e eu percebo o que realmente você é. Demorou, mas eu vejo. O amor é cego, e eu estou voltando a enxergar. Seus defeitos? Eu sempre soube que eles existiam. Mas eu conseguia amá-los também, mas agora eles já não me parecem tão perfeitos assim.

As suas qualidades? Meu Deus, não tem fim! Eu amo seu cabelo, seu sorriso, seu cheiro, suas covinhas, seus dentes, sua risada, sua voz, seu jeito, suas mãos, seu abraço, sua timidez, seu beijo, seu olhar profundo. Eu amo você por completo.

Tudo isso só me faz imaginar como teriam sido os últimos 6 meses se você nunca tivesse existido. Talvez agora pareça uma boa idéia, mas olhando pra trás e lembrando de tudo, não consigo lembrar de tudo e não sorrir. Me dá vontade de viver tudo de novo, sabe? Talvez melhorando algumas coisas, consertando alguns erros. Dizendo coisas que não foram ditas, talvez.

Mas agora nada disso é possível. Não dá pra voltar no tempo. E fico feliz que não dê. Porque se pudéssemos ter uma oportunidade de voltar atrás, nunca aprenderíamos a seguir em frente, mesmo que não seja isso que queiramos fazer.

Eu não quero me lembrar de você como alguém que me fez mal, não quero que as nossas lembranças me façam mal. Só quero não pensar mais nelas, e em você. Não como uma fase da minha vida, que passou e eu superei.

Mas como se nunca tivesse havido dor.

Por Lígia Cavini


quinta-feira, 8 de abril de 2010

Esse é um texto que achei perdido pela internet, não sei de quem é a autoria, mas me tocou muito.

"De que me vale falar como gente grande, suplicando como uma criança pequena?; talvez a altura da imaginação e até da criatividade de certas crianças expliquem tal fato. Das mãos cheias de verdades e os pés descalços, dos pés atados e as mãos libertas, mostra que sempre estivemos acorrentados a algo. Sonhos? Gostos? Saúde? Saudade? Fé? Humildade? Poupai de toda hipocrisia contida em cada coração. Vai de cada cabeça, e do sentimento de cada um de querer voar, ou de sentir-se voando com os pés no chão. Vai de cada coração, viver sorrindo ou de sentir um sorriso se abrir em sua imaginação. Vai de cada remédio, te dar o que você precisa, ou te deixar mau por insistência. Vai da necessidade, vai da vontade, vai do medo, da intensidade, vai da conseqüência, ou da falsidade, vai da tristeza, vale a felicidade!

È como traz na narração, na música, ou num filme; ele nunca foi e nunca será uma realidade, mas cada filme toca fundo em uma emoção, te faz chorar, te faz sorrir, quem sabe até sentir dor, te ensina, te traz conhecimento, e, pra muitos, cria consciência, curiosidade que traz conseqüência. Então é correto afirmar que a cada filme, te mata um pouquinho mais? Ou que a cada filme aprende uma lição diferente?(...)

Imagine como é estar em uma cadeira de rodas, e querer mais que tudo poder andar. Imagine quando vem aquela vontade de fugir e você vai pra um lugar bem longe, e todos os seus problemas somem, sim! Somem, porém acaba de começar outros, talvez diferentes, mas mesmo assim terá algo pra tentar te fazer abaixar a cabeça. Nenhuma mãe diz, disse ou dirá a um filho que é fácil, e nem um filho quer ir pelo lado mais difícil, porém todos querem, por algum fato natural, aprender sozinhos, desfrutar. E nada melhor do que acordar todos os dias, sabendo que algo, ou até você mesmo, quer te derrubar. Sim, você se está imóvel numa cadeira de rodas, e agora vai de suas forças, e da intensidade da vontade de levantar dessa cadeira todos os dias.


MF.

domingo, 4 de abril de 2010


If you love me, won't you let me know?

MF.

quinta-feira, 1 de abril de 2010


Tá difícil de encontrar hoje em dia igual a ti. Considere-se a pessoa mais linda do mundo.
O sorriso mais lindo, o olhar mais sincero, o meu porto seguro, a pessoa mais linda do mundo.
Você é o cara.

quarta-feira, 31 de março de 2010


Katie acordou como sempre: mal. Ajoelhou-se no vaso sanitário e vomitou, mesmo sem ter comido algo ruim. Mas já não era novidade, ela estava grávida. Aos 17 anos.

Como sempre, junto com seu enjôo matinal, vieram as lágrimas. As lágrimas da dor de tê-lo perdido em um acidente de carro, de ter perdido o pai do filho que ela carregava. A mãe a olhava com tristeza, sem nada dizer, apenas assistindo a vida da filha desmoronar, em silêncio. Katie culpava seu pai pela morte de Josh, apenas por que ele não apoiava o namoro dos dois.

– Não é verdade, diz que não é verdade – disse ela chorando, querendo que Josh ainda estivesse vivo, com ela, e pra sempre. – Você! – ela avançou na direção de seu pai, estapeando-o furiosamente.

– Diga, diga que você o odeia! Diga! – ela gritava para ele, enquanto ele apenas tentava acalmá-la. A mãe a ajudou a se acalmar, como sempre tinha de fazer.

Katie enxugou as lágrimas, escovou os dentes e foi se trocar, como sempre fazia, fingindo ser forte, depois de um ataque de histeria. Colocou a roupa de sempre pra ir pra escola, na pequena cidade do interior onde eles moravam. Na classe, todos olhavam para ela, sabiam o que havia acontecido. As pessoas olhavam ora curiosas, ora com pena. E Katie odiava isso. Ela escondia o rosto atrás do cabelo pra evitar olhares, o que não adiantava. Ela se sentou na sua carteira de sempre e olhou automaticamente para a carteira vazia ao lado, onde ele deveria estar. As pessoas continuavam encarando-a e quando o professor passou a fazê-lo também, foi o que bastou pra ela. Katie se levantou impaciente e correu pra fora da escola. Ela andava chorando por todo o caminho, cobrindo o rosto com as mãos, embora não adiantasse.

Faziam 2 semanas desde que ela o perdera, e é claro que ela não havia superado. Katie correu pra casa, e se trancou em seu quarto. A mãe nem questionou, aquilo já tinha se tornado comum desde que Josh morreu.

No quarto, ela se lembrava do último passeio que deram juntos.

‘’Eles já sabiam sobre sua gravidez, e iam ter o filho com alegria. Tudo estava bem. Eles estavam sentados no banco da caminhonete de Josh, abraçados e perdidamente apaixonados.

– Qual é o problema? – perguntou ele, percebendo certa tensão em Katie – É o seu pai?

Ela apenas balançou a cabeça negativamente.

– Você às vezes pensa no futuro? – ela perguntou encarando-o suavemente. – O que você vê?

– O que você vê? – ele respondeu em tom de brincadeira.

– Estou falando sério, Josh.

Ele olhou pra frente, e pensou um pouco, então olhou-a nos olhos e disse:

- Você. Eu vejo você.

Eles sorriram e se beijaram de novo, um beijo de despedida. Katie abriu a porta da caminhonete, rindo.

– O que você vê? – perguntou Josh, rindo também.

Ela não respondeu, apenas fechou a porta e saiu rindo do carro. Ele saiu também, e eles ficaram abraçados, em frente a casa dela.

– Tchau – disse Josh, beijando-lhe a testa. – Vejo você amanhã.

– Tudo bem, a gente se vê.

– Eu te amo

– Também te amo.

E então ele partiu. Para sempre.’’

Katie ‘’acordou’’, e então sentiu o impulso de ir com ele, ir atrás dele. Fazer tudo que ela não havia feito naquele dia. Ela se levantou da cama e correu pela casa. A mãe dela estava confusa, mas a deixou ir. Não podia impedi-la.

Katie correu pela estrada onde ele passara pela ultima vez com a caminhonete, a estrada que o matou. Ela correu, chorando, até a cruz que indicava o lugar onde o acidente havia acontecido.

Ela se ajoelhou, e então sussurrou:

– Você. Eu vejo você.


Por Lígia Cavini

quarta-feira, 24 de março de 2010

Agora eu sei que é você que eu sempre quis ♥

sábado, 20 de março de 2010


O que mais me dói é ter achado normal, comum, enquanto existiu. O que mais me dói é esse arrependimento por não ter feito nada direito e agora querer voltar atrás.
Afinal, perdão você não pediu.

MF.

quinta-feira, 18 de março de 2010

And at last all the pictures have been burned, all the past.


Eu queria que tudo voltasse a ser como era antes. Eu queria que ficar com você fosse uma rotina, algo sem planejamento, mas, no entanto, algo certo, algo bom. Eu queria que você me fizesse feliz sem perceber, mas, principalmente, eu queria que quando eu estivesse sem você, eu não me lembrasse dessa felicidade tão fraca, tão forte. Tão boa, tão ruim. Tão certa, tão errada. Tão sonhada... Eu queria que eu pudesse ter vivido aqueles dias pra sempre, eu nunca me cansaria deles, da sua essência. Eu queria que seu perfume na minha blusa fosse algo comum, que fosse algo tão parte de mim que não haveria como separar do que eu sou. Eu queria que toda a expectativa com um toque de telefone se realizasse, que fosse a sua voz do outro lado. Eu queria que você fosse a primeira pessoa a sorrir por me fazer rir, eu queria que você morresse ao me ver chorar, eu queria que a minha dor fosse a sua dor, e que a minha felicidade te deixasse dez vezes mais feliz. Eu queria todo o tempo em que eu estivesse sozinha eu, ao mesmo tempo, não estivesse, pois você estaria comigo, dentro de mim. Eu queria poder estar dentro de você. Eu queria ser a primeira pessoa que viria a sua mente quando você precisasse de algo, de qualquer coisa. Eu queria que você visse o quanto eu seria melhor só de apoiar os seus sonhos, de saber que minha opinião te importa. Eu queria que nós fossemos tão parte um do outro que imaginar uma vaga hipótese do contrário seria absurdo. Eu queria que suas mãos já tivessem as formas dos meus dedos, eu queria que seu cabelo estivesse perfeitamente despenteado de uma forma natural com meu cafuné. Eu queria que seu quarto tivesse marcas minhas- Uma foto, um agasalho esquecido, um pedaço de perfume pairando no ar. Eu queria que meu abraço te fizesse uma falta gigantesca, dolorosa, que sem ele fosse quisesse desaparecer, parar de viver. Eu queria que você soubesse dos meus traços com uma precisão impossível, eu queria que você ouvisse músicas pensando em mim, eu queria que todas as nossas risadas valessem uma eternidade, que nossas tardes fossem suas melhoras tardes, que nossas lembranças fossem seus melhores momentos, eu queria que todo o tempo, casa segundo, cada milésimo que passamos juntos (tanto em presença como em pensamento) estivesse marcado em sua mente como se fosse um pedaço do seu corpo, um braço, uma perna. Algo indispensável. Talvez um coração. Sem ele simplesmente não haveria vida.

Eu queria que quando você acordasse de manhã e sentisse o vento açoitar sua face, que você se lembrasse do vento açoitando a minha face. Eu queria que num momento de dor imensa, que você se lembrasse de mim, e em como eu estou em você para toda a eternidade, e que a dor fosse embora, como o ar levando uma folha. Eu queria que se alguém me ofendesse, pela menor maneira que fosse, que você se sentisse ofendido, que quisesse acabar com a raça do ofensor, apenas por prazer. Eu queria que você sentisse ciúmes de mim, que fizesse beicinho se um amigo me ligasse, que fosse protetor, que fosse meu Sol. Particular. E que pra você eu fosse as estrelas, eu fosse o sonho, eu fosse a razão, eu fosse a realidade.

Eu queria que você chorasse escondido por mim, que escrevesse meu nome no rodapé de uma parede, que sonhasse comigo, que vivesse comigo. Eu queria que pudéssemos ser algo. Algo forte, algo imenso, algo indestrutível. Simplesmente, essencialmente.

Eu queria que você soubesse tudo sobre mim, todos os meus sonhos, meus desejos, meu medo, minhas saudades, meu tudo. Eu queria que você sentisse saudade de mim mesmo enquanto estivéssemos um do lado do outro, uma saudade antecipada, só de imaginar como você estaria quando eu não estivesse ali.

Eu queria que eu fosse pra você exatamente o que você é para mim. Nem mais, nem menos. Isso tudo.



MF.


quarta-feira, 17 de março de 2010





Créditos ao fefê :D



Rascal Flats - What hurts the most
Eu posso suportar a chuva no teto dessa casa vazia,
isso não me incomoda
Eu posso suportar algumas lágrimas de vez em quando
e apenas deixá-las rolar

Eu não tenho medo de chorar
De vez em quando,
apesar de que continuar sem você me chateia

Há alguns dias

Que eu finjo estar bem, mas não é isso que me intriga

O que mais machuca foi estar tão perto

E ter tanto pra dizer

E ver você partir

E nunca saber o que poderíamos ter sido

E não ver que amar você

Era o que eu estava tentando fazer

É difícil de lidar com a dor de ter perdido você
em todos os lugares que vou

Mas estou persistindo

É difícil forçar aquele sorriso quando vejo nossos velhos amigos.
E eu estou sozinho

Ainda mais difícil levantar-se, vestir-se,
viver com esse arrependimento

Mas eu sei que se pudesse refazer

Eu trocaria, daria todas as palavras que guardei
em meu coraçao não-ditas

O que mais machuca foi estar tão perto

E ter tanto pra dizer

E ver você partir

E nunca saber o que poderíamos ter sido

E não ver que amar você

Era o que eu estava tentando fazer






Eles estavam sentados na calçada da pequena cidade nevoenta, esperando pelo ônibus que mudaria suas vidas para sempre. Ela ia embora. Ele não. Ela o amava incondicionalmente. Ele não. A decisão dela já estava tomada e não havia mais jeito de voltar atrás. Ele queria que houvesse. Ela não.

- Mas você prometeu – disse ele, lembrando da velha promessa de infância que fizeram, de que jamais se separariam.

- Eu sei – disse ela, sem olhá-lo nos olhos – mas você sabe que eu não posso ficar.

- Só não sei o porquê.

- Você vai saber – disse ela com os olhos já úmidos.

Eles voltaram a ficar em silêncio, aproveitando até os últimos segundos que lhe restavam.

- Promete que vai escrever pra mim? – perguntou ele suplicante.

‘’Não’’, pensou ela. Ela só estava partindo para tirá-lo de sua vida, e quando isso estivesse feito, ela poderia até voltar. E nos seus sonhos, esperava que eles pudessem até ficar juntos, talvez. Que ele viesse a amá-la com a mesma intensidade que ela o amava. Mas isso estava fora de questão. Porque ele já tinha alguém, alguém que não o amava nem um pouco, comparado ao que ela sentia.

- Vou tentar – ela respondeu simplesmente, com medo de quebrar outra promessa feita a ele.

E então, o momento chegou. De longe eles viam o ônibus chegando. Que destruiria os sonhos dela pra sempre. Ela sentiu um bolo na garganta e já não tinha controle das lágrimas. Ele a abraçou e as coisas só ficaram piores. Ela não queria soltá-lo. O seu cheiro era viciante. Ela o apertou mais forte e não encontrava forças para se desfazer de seu abraço preferido. Ele virou o rosto dela para o dele, e a olhou nos olhos, e então pôde enxergar toda a tristeza dentro dela.

Seus rostos estavam tão próximos que ambos podiam sentir a respiração um do outro. Aquilo a estava matando.

- Eu vou sentir a sua falta – sussurrou ele, para que apenas ela ouvisse. Soluços desesperados cortavam a garganta dela ao ver o ônibus cada vez mais próximo.

- Tchau, minha pequena – ele disse, beijando-lhe o rosto e colocando uma mecha de seu cabelo atrás da orelha.

- Tchau – respondeu com a voz rouca e fraca.

E então o ônibus chegou. Abriu as portas e a convidou para um futuro que ela não queria para si. Ela então encontrou forças que simplesmente não sabia de onde tinha tirado e o soltou. Se livrou de seus braços e seu hálito inebriante e entrou no ônibus. Ela então se virou e disse, a voz sufocada e baixa:

- Não me esqueça...

- Nunca – ele disse com os olhos marejados, - você sempre será a minha melhor amiga.

‘’Melhor amiga’’, ele dissera. Apenas isso. Aquelas palavras a atingiram como um soco. Ela arrastou a mala para dentro e se sentou, na janela.

- Adeus – sussurrou ela – eu te amo.

Ele conseguiu ler seus lábios e sentiu uma lágrima rolar enquanto via o ônibus dobrando a esquina, deixando-o sozinho na rua que pertencia a eles e então desejou que nada do que estava acontecendo fosse verdade.

Ele se lembrou dos momentos que haviam passado juntos. Lembrou do sorriso dela e do som de sua risada. De como a cor dos seus olhos ficava linda na luz do pôr-do-sol. Do seu perfume delicado e do cheiro de seus cabelos.

‘’Eu te amo’’ sussurrou ele para a rua vazia. O vento gelado soprou em seu rosto, trazendo mais lembranças dela. Ele deixou escorrer outra lágrima e ouviu a voz dela fazendo cócegas em seu ouvido, sussurrando em sua mente: tarde demais.

Por Lígia Cavini

terça-feira, 16 de março de 2010


Eu ainda me lembro de quando nos conhecemos,

Do nosso primeiro abraço

Da primeira vez que nos beijamos

Da primeira vez que você disse que me amava

Da primeira vez que eu soube que é impossível viver sem você.

Por Lígia Cavini