segunda-feira, 19 de abril de 2010


Depois da tempestade sempre vem o arco íris. Sempre. Pode chover por meses, meses e meses, mas de vez em quando o sol nasce, bem fraquinho, e vai aumentando, até que seja uma chama capaz de te esquentar, e te fazer bem. As vezes a gente fica tanto tempo na chuva que até esquece como é ser esquentado por um sol, um sol de verdade. E as vezes, quando a tempestade anda muito forte, não é só nossos dedos que enrugam, mas as coisas boas que haviam dentro de nós também. Então se estiver chovendo aí, pegue um casaco, convide um amigo pra segurar o guarda-chuva com você. Se está frio, abrace alguém, alguém que te faz ser uma pessoa melhor, e se esquente. Se está nublado, abra a janela, e veja como e de quantas maneiras as coisas poderiam ser piores. E se está sol, esqueça a chuva, só por um momento. Curta. Mas enquanto chover nunca se esqueça que o sol está lá, basta abrir a janela, dar uma chance a si mesmo de jogar de novo e tentar acertar dessa vez.
A esperança é a última que morre. Mas, caso você chegue a morrer antes dela, bem, então se lembre de que uma gotinha no lugar errado pode impedir um arco íris de despontar no horizonte.

E comece a viver de novo.

MF.

sábado, 17 de abril de 2010



Sábado, 20:51. Frio, mas não muito. Está fresco, uma brisa gostosa, um ar gelado. Limpo. Meio irônico, comparado ao que se passa dentro de mim. Me sinto abafada, presa em coisas que devo esquecer. Assim como devo continuar vivendo. Levando. Mas isso tem um grau de dificuldade meio inesperado; na maioria das vezes sempre estive certa de tudo. Tudo bem, eram certezas falsas, mas faziam com que fosse mais fácil ir "levando". Quanta hipocrisia. Viver é uma hipocrisia. (...) Me dói também ficar aqui sentada, esperando que algum milagre digno de comoção humana (hipocrisia) aconteça. E não vai acontecer, claro, claro. Posso ouvir carros passando nas ruas. Posso imaginar as pessoas dentro deles, discutindo futilidades, julgando-se ocupadas e resitadas, tão importantes! (ironia) Ouço músicas distantes. Fecho os olhos, e posso me imaginar em lugares bons. Lugares alegres, com risadas, bebidas, ou outra merda(desculpe o termo) qualquer. Mas então me sinto suja novamente- eu poderia estar em qualquer lugar do mundo e ainda assim não deixaria de ser eu mesma. E isso estraga tudo.

MF.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

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Sabe, não sei se isso é coisa minha, ou da raça humana em geral, mas eu tenho essa coisa de ser duas coisas ao mesmo tempo. Eu posso ser boa e ruim pra alguém, amar chocolate e odiar, enfim, eu posso ter dois lados, assim como todas as pessoas. Mas acho que nada nunca terá tantos lado como você tem pra mim. Quando eu estou triste, eu lembro do seu abraço, das vezes em que você me olhou nos olhos e sorriu. Eu lembro daqueles fins de tarde, das mãos entrelaçadas, eu lembro de suas palavras, aquelas que eram inocentes e não chegaram a me machucar dolorasamente. Quando eu estou triste, eu apenas tento me lembrar de você, por inteiro, e tento fazer com que as coisas voltem ao normal novamente.
E quando eu estou feliz, então eu tento multiplicar essa felicidade. Só tento. Porque nunca, nunca obtenho resultados duradouros. Por exemplo, se está tudo certo, se fiz as pazes com alguém querido, ou apenas quando abri a janela de manhã e o sol bateu no meu rosto e aquilo me fez bem, eu me lembro de seu rosto, e a felicidade é sugada de mim como um vento que para de bater de repente. Eu lembro da sua boca pronunciando aquelas palavras, eu lembro delas terem me atingido como um soco, e de eu ter perdido o ar por causa delas por alguns instante. E, quando recobrei a consciência, eu me lembro de ter doído. De ter me machucado.
Então eu me lembro das coisas boas novamentes, das risadas, dos fim de semana, das piadas, dos filmes, das comidas, do carinho, dos afagos, dos beijos, do seu cheiro na minha blusa, do arrepio que me percorria quando você me tocava. Eu me lembro de quando nós ficamos parados, imóveis, minutos e minutos, apenas querendo que alquele momento se congelasse e nada mais precisasse ser dito.
Então eu me lembro do que veio depois, e não sei mais do que eu devo me lembrar. Devo esquecer as boas, para que as ruins não doam tanto? Ou lembro delas e esqueço a dor, mesmo que isso seja a ilusão mais hipócrita possível?
Não sei, e não espero encontrar uma resposta tão facilmente. Apenas tenho certeza que o único sentimento seguro que posso nutrir por você, sem me arrepender depois, e cujo resultado seria apenas uma pontinha de dor, é gratidão.
Obrigada pelas memórias.

MF.



segunda-feira, 12 de abril de 2010


E por vezes eu me pergunto como uma coisa pode ser boa e ruim ao mesmo tempo, como as pessoas podem ser tão belas e tão monstruosas, e como uma só situação pode ter milhares de faces. Por vezes eu me pergunto de que adianta viver se tudo que você levou uma uma vida para construir pode desmoronar em menos de um segundo, e por vezes eu me pergunto o porque de você parecer não se importar por meses a fio, e, em um dia que parece acontecer o contrário, meus conceitos mudarem com tamanha rapidez.

Mas, antes de tudo, eu me pergunto
como um silêncio
pode doer mais do que mil punhais, e ser quebrado em pedaços não parece ser uma comparação à altura disso tudo.

MF.

sábado, 10 de abril de 2010




Eu já cansei. Cansei de você. Do seu não-importismo comigo, das suas mentiras. Cansei de chorar por você. Você me machucou, de um jeito que eu nunca pensei que fosse me machucar.

Você me fazia bem. Era meu motivo pra sorrir, minha certeza de todos os dias. Era meu porto seguro, em quem eu mais confiava. Meu namorado, meu melhor amigo. Você era tudo. Todos os dias que passamos juntos, nossa, não tem como descrever. Seu sorriso, seu olhar apaixonado, seus beijos e seu abraço apertado. Era tudo que eu mais precisava, e é tudo que eu preciso agora. Eu estava nas alturas, você me dava asas pra voar, pra ir cada vez mais alto, porque eu sabia que você estaria lá embaixo pra me segurar, se eu caísse. Mas você não estava. Você me derrubou e me deixou cair, suas palavras me feriram e me mataram por dentro. Foram dias sem sorrir, sem dar risada. Sem viver. Eu estava com uma ferida aberta, sangrando. Por você.

Ver você sem mim, apenas você, com seu jeito encantador, deixando apaixonada qualquer garota iludida, era como sentir uma faca enferrujada, entrando na minha ferida cada vez mais forte. Mas você estava bem. Você está bem. Você sorri, e nem liga pra mim. Aos poucos, eu fui aprendendo a viver sem você. Mas em mim ainda estavam as lembranças. O seu cheiro, sua voz, nossas conversas. Nós dois. Ouvindo as músicas que nos pertencia eu me sentia bem, mesmo derramando lágrimas. Eu precisava me machucar pra estar feliz. Eu precisava estar morrendo pra me sentir viva.

Mas quando você disse que queria voltar, e começar tudo de novo, nos dar outra chance? Meu Deus, eu me sentia como se alguém tivesse me ressuscitado. Meu coração voltou a bater, bater por você. Eu estava louca. Depositei em você toda minha felicidade, todo o meu amor. A minha dor estava esquecida, você a curara de vez. Eu achei que tudo ia ficar como era antes, era um sonho, não podia ser real!

E não era.

Mais uma vez, você me machucou. Abriu com um canivete meu machucado, agora mais profundo. Você mentiu pra mim. Eu não tinha mais vontade de acordar a cada manhã, nem queria ter pensamentos antes de dormir. Mas eu tinha e eles caminhavam direto pra você.

Eu queria entender o porque de você ter feito isso. E não conseguia.

Será que você não via que eu estava tentando seguir em frente?

Começou tudo de novo. Todo o processo de cura estava aberto novamente. Eu ia ter que me cicatrizar de novo. É o que eu estou fazendo. Mas a necessidade que eu sinto de ver você, de conversar com você e de amar você não é uma coisa que eu possa ignorar. Eu tenho apenas que conviver com ela, tentando esconder ao máximo.

Voltar pra você? Não, eu não vou.

Porque você não vai mudar. Esse seu jeito de me magoar vai continuar por muito tempo, eu sei. Você não muda. E eu te amo demais pra tentar mudar quem você é. Mas me amo o suficiente pra ficar com o que você é.

Ver você? Não me mata mais. Apenas dói, um pouco quando vejo você dizendo pra outra exatamente o mesmo que dizia pra mim. Eu ouço as pessoas dizerem seu nome e falarem sobre você e isso ainda me chama atenção, e me faz sorrir.

O tempo passa e eu percebo o que realmente você é. Demorou, mas eu vejo. O amor é cego, e eu estou voltando a enxergar. Seus defeitos? Eu sempre soube que eles existiam. Mas eu conseguia amá-los também, mas agora eles já não me parecem tão perfeitos assim.

As suas qualidades? Meu Deus, não tem fim! Eu amo seu cabelo, seu sorriso, seu cheiro, suas covinhas, seus dentes, sua risada, sua voz, seu jeito, suas mãos, seu abraço, sua timidez, seu beijo, seu olhar profundo. Eu amo você por completo.

Tudo isso só me faz imaginar como teriam sido os últimos 6 meses se você nunca tivesse existido. Talvez agora pareça uma boa idéia, mas olhando pra trás e lembrando de tudo, não consigo lembrar de tudo e não sorrir. Me dá vontade de viver tudo de novo, sabe? Talvez melhorando algumas coisas, consertando alguns erros. Dizendo coisas que não foram ditas, talvez.

Mas agora nada disso é possível. Não dá pra voltar no tempo. E fico feliz que não dê. Porque se pudéssemos ter uma oportunidade de voltar atrás, nunca aprenderíamos a seguir em frente, mesmo que não seja isso que queiramos fazer.

Eu não quero me lembrar de você como alguém que me fez mal, não quero que as nossas lembranças me façam mal. Só quero não pensar mais nelas, e em você. Não como uma fase da minha vida, que passou e eu superei.

Mas como se nunca tivesse havido dor.

Por Lígia Cavini


quinta-feira, 8 de abril de 2010

Esse é um texto que achei perdido pela internet, não sei de quem é a autoria, mas me tocou muito.

"De que me vale falar como gente grande, suplicando como uma criança pequena?; talvez a altura da imaginação e até da criatividade de certas crianças expliquem tal fato. Das mãos cheias de verdades e os pés descalços, dos pés atados e as mãos libertas, mostra que sempre estivemos acorrentados a algo. Sonhos? Gostos? Saúde? Saudade? Fé? Humildade? Poupai de toda hipocrisia contida em cada coração. Vai de cada cabeça, e do sentimento de cada um de querer voar, ou de sentir-se voando com os pés no chão. Vai de cada coração, viver sorrindo ou de sentir um sorriso se abrir em sua imaginação. Vai de cada remédio, te dar o que você precisa, ou te deixar mau por insistência. Vai da necessidade, vai da vontade, vai do medo, da intensidade, vai da conseqüência, ou da falsidade, vai da tristeza, vale a felicidade!

È como traz na narração, na música, ou num filme; ele nunca foi e nunca será uma realidade, mas cada filme toca fundo em uma emoção, te faz chorar, te faz sorrir, quem sabe até sentir dor, te ensina, te traz conhecimento, e, pra muitos, cria consciência, curiosidade que traz conseqüência. Então é correto afirmar que a cada filme, te mata um pouquinho mais? Ou que a cada filme aprende uma lição diferente?(...)

Imagine como é estar em uma cadeira de rodas, e querer mais que tudo poder andar. Imagine quando vem aquela vontade de fugir e você vai pra um lugar bem longe, e todos os seus problemas somem, sim! Somem, porém acaba de começar outros, talvez diferentes, mas mesmo assim terá algo pra tentar te fazer abaixar a cabeça. Nenhuma mãe diz, disse ou dirá a um filho que é fácil, e nem um filho quer ir pelo lado mais difícil, porém todos querem, por algum fato natural, aprender sozinhos, desfrutar. E nada melhor do que acordar todos os dias, sabendo que algo, ou até você mesmo, quer te derrubar. Sim, você se está imóvel numa cadeira de rodas, e agora vai de suas forças, e da intensidade da vontade de levantar dessa cadeira todos os dias.


MF.

domingo, 4 de abril de 2010


If you love me, won't you let me know?

MF.

quinta-feira, 1 de abril de 2010


Tá difícil de encontrar hoje em dia igual a ti. Considere-se a pessoa mais linda do mundo.
O sorriso mais lindo, o olhar mais sincero, o meu porto seguro, a pessoa mais linda do mundo.
Você é o cara.